
Depois de uma derrota, é comum que o debate sobre o futebol brasileiro volte para o mesmo lugar: escalação, técnico, desempenho, resultado.
Mas talvez a pergunta mais importante venha antes do campo profissional.
Como o Brasil está formando suas próximas gerações?
No LAR, acreditamos que o futebol, assim como outras práticas esportivas, é muito mais do que uma possibilidade de revelar talentos. Ele é um caminho de desenvolvimento integral por meio do esporte, convivência, disciplina e formação humana.
Porque antes de existir um craque, existe uma criança.
E toda criança precisa de contexto, cuidado e oportunidade para imaginar o próprio futuro.
O esporte como ferramenta de formação
Nos projetos esportivos do LAR, o futebol é trabalhado como prática educativa. O objetivo não é apenas ensinar fundamentos técnicos ou melhorar o condicionamento físico, mas fortalecer valores que acompanham crianças e jovens para além do campo.
Coletividade, respeito, persistência, responsabilidade, escuta, autocontrole e convivência são aprendizados que aparecem a cada treino.
Quando uma criança entende seu papel no grupo, aprende a lidar com frustrações, respeita o tempo do outro e persiste diante de uma dificuldade, ela está desenvolvendo competências que também serão importantes na escola, no trabalho, na família e na vida.
Como resume Carlos Alberto Pereira, coordenador de Esportes do LAR:
“Cada treino fortalece não apenas o corpo, mas o projeto de vida de cada aluno.”
Por isso, a formação esportiva precisa ser olhada com seriedade. Talento importa, mas talento sozinho não basta. É preciso estrutura, acompanhamento, metodologia e presença contínua.
Futebol em São Paulo e na Bahia
No campo esportivo, o LAR atua em São Paulo e no sul da Bahia, levando o esporte para territórios onde a oportunidade faz diferença.
Na capital paulista, o Projeto Esportivo São Paulo, Corpo e Mente em Movimento, trabalha com futebol, xadrez e aikido como ferramentas de formação para crianças e adolescentes.
Já em Santo André, distrito de Santa Cruz de Cabrália, no sul da Bahia, o Projeto Esportivo Sul da Bahia, Corpo e Mente em Movimento Nordeste, fortalece o acesso ao esporte estruturado em um território marcado por desafios sociais e grande potencial humano.
Ali, o futebol também se conecta a uma memória importante: em 2014, durante a Copa do Mundo realizada no Brasil, a seleção alemã escolheu Santo André como base. A presença da equipe que viria a ser campeã mundial colocou a comunidade no mapa do futebol internacional.
Mais de uma década depois, o LAR ajuda a manter esse legado vivo, transformando o futebol em ferramenta concreta de formação, inclusão e pertencimento.
Quando o sonho encontra um caminho
Recentemente, o LAR relembrou histórias de pessoas que um dia também foram crianças e não imaginavam até onde poderiam chegar.
Messi, ainda menino, talvez não imaginasse que se tornaria o maior artilheiro de todas as Copas.
Garro, vindo de sua trajetória em Cabo Verde, talvez não imaginasse que faria história por seu país.
Marcelo, que passou pelo LAR, talvez não imaginasse que estudaria Engenharia Mecânica na Poli da USP.
Katleen talvez não imaginasse que entraria no Exército.
Juliana talvez não imaginasse que se tornaria Tenente da Polícia Militar.
Essas histórias mostram que futuro não nasce pronto. Ele é construído quando talento encontra incentivo, quando sonho encontra oportunidade e quando uma criança descobre que pode ocupar espaços que antes pareciam distantes.
E é exatamente isso que queremos para as crianças que hoje estão no LAR.
Maria Eduarda já imagina que, no futuro, será jogadora de futebol.
Bernardo já imagina que será policial.
Esses sonhos precisam ser levados a sério.
Porque imaginar o futuro é o primeiro passo para construí-lo.
O que está por trás de cada treino
Quando uma criança entra em campo com a camisa do LAR, ela não está apenas participando de uma aula de futebol.
Ela está aprendendo a chegar no horário, a ouvir orientações, a respeitar regras, a confiar no grupo, a lidar com limites e a perceber que o esforço repetido gera evolução.
Cada treino fortalece o corpo, mas também fortalece o projeto de vida.
O futebol pode ser o ponto de partida, mas o que nasce dele é ainda maior: disciplina, autonomia, coragem, pertencimento e esperança.
É por isso que a discussão sobre o futuro do futebol brasileiro precisa incluir os projetos sociais. A renovação do esporte não depende apenas dos grandes clubes, das competições ou da seleção. Ela também depende de oportunidades reais nos territórios, com acompanhamento e compromisso desde a infância.
Projetos que só acontecem com apoio
Parte dessa atuação é viabilizada por projetos aprovados em leis de incentivo, que permitem o redirecionamento do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas para iniciativas sociais.
No caso do LAR, esse mecanismo contribui diretamente para a manutenção e expansão de atividades ligadas à educação, cultura e esporte, incluindo projetos esportivos que usam o futebol, o xadrez e o aikido como ferramentas de desenvolvimento integral.
Essas iniciativas só seguem acontecendo porque existem empresas e parceiros que acreditam no esporte como caminho de transformação.
Nosso agradecimento aos patrocinadores do Esporte São Paulo: BTG Pactual, Hyundai, Passarelli e Pinheiro Neto Advogados.
E também aos patrocinadores do Esporte Nordeste: BTG Pactual, Drogaria Iguatemi, Passarelli, Pinheiro Neto Advogados, Qualimpor e Veracel.
Com esse apoio, o esporte continua chegando a crianças e jovens que precisam de oportunidades concretas para aprender, conviver e sonhar.
O futuro começa antes do estádio
O futebol brasileiro sempre revelou grandes talentos.
Mas talento também precisa de base.
Precisa de território, cuidado, continuidade e chance.
No LAR, o esporte é uma das portas de entrada para a formação integral. O futebol pode ser o início da história, mas o que realmente importa é o que ele ajuda a construir: crianças mais confiantes, jovens mais preparados e futuros mais possíveis.
Há 70 anos, o LAR transforma vidas por meio da educação, da cultura e do esporte.
E, todos os dias, seguimos acreditando que o próximo grande sonho pode nascer em um campo, em uma sala de aula, em uma roda de conversa ou em qualquer espaço onde uma criança seja vista, incentivada e acompanhada.
Porque uma criança que aprende a sonhar também começa a acreditar que pode chegar lá.